MÚSICA (Ramsés Ramos) no PIAUÍCult.
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Sobre... (Ramsés Ramos). 
Em 1998, neste dia (20 de setembro), falecia em Moscou Ramsés Bahury de Souza Ramos, quando acompanhava o presidente do Superior Tribunal de Justiça, em missão oficial. Ramsés Ramos era da equipe do Cerimonial, das Relações Internacionais e da Coordenadoria de Comunicação Social. Poliglota, era sempre requisitado para estas missões no exterior. Quando fui eleito presidente do Sindicato dos Jornalistas do Piauí, em 1988, o convidei para diretor do Departamento de Assuntos Culturais. Sua mente criativa deu à entidade uma visibilidade mundial. Para exemplificar, trouxe uma exposição cartazes búlgaros, de fotojornalísticos de vários países, imprensa no mundo, dentre outros eventos marcantes. Idealizou o Encontro Estadual de Jornalistas. Num dos primeiros, tivemos a participação do presidente da Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ, Armando Sobral Rollemberg que, vendo a sua capacidade criativa e a sua força de trabalho, o levou para Brasília, tornando-o um de seus principais assessores. Quando Armando Rollemberg eleito presidente da Federação de Periodistas da América Latina - FELAPI e, em seguida, da Organização Internacional de Jornalistas - OIJ, Rasmés Ramos foi um dos que mais se empenhou para as vitórias conquistadas. Armando Rollemberg foi morar em Praga, sede da OIJ, e Ramsés Ramos com ele. Vieram os eventos internacionais, em destaque o I Encontro de Países da Língua Portuguesa, no auditório do Banco do Brasil, em Brasília. Problemas de ordens pessoais e outros, fizeram com que Armando Rollemberg renunciasse ao cargo. Ramsés Ramos foi trabalhar no Superior Tribunal de Justiça, com passagem no Ministério da Saúde e na Organização das Nações Unidas - ONU. Deixou em testamento, que não queria nenhum tipo de homenagem pós morte. E nos fez eu, Paulo de Tarso Libório, Fred Marroquim e Garibaldi Ramos seus herdeiros e responsáveis para o fiel cumprimento de seus últimos desejos. Hoje, 19 anos depois, a dor de sua prematura partida ainda é grande demais. Que Deus o tenha sempre em bom lugar. Com fé, esperança e amor.
Livros publicados:
Dois Gumes (1981), com Rosário Miranda;
Envelope de Poesia (coletivo);
Dança do Caos (1981), com Kernard Kruel, Eduardo Lopes, William Melo Soares e Zé Magão;
Percurso do Verbo (1987), apresentação minha;
Baião de Todos (1996, coletivo);
Poemas da Paixão (Praga, 1992).
Em 2001 foi publicado, pela Editora da Universidade de Brasília, o livro Folha da Relva (Leaves of Grass),de Walt Whitman, com tradução de Ramsés Ramos.
Com Chico Sant'Anna, Carla Ramos, Dora Deise Stephan.
Foto: eu e Ramsés Ramos, na FENAJ, em Brasília.